Será a vacina da gripe suficiente para prevenir as infeções respiratórias?

 em Infecções Respiratórias

As infeções respiratórias são muito frequentes nos meses mais frios, seja nas crianças ou nos adultos, e representam a principal causa de absentismo escolar e laboral. Para prevenir estas situações é habitualmente recomendada a vacinação contra a gripe. Contudo, saiba que embora esta garanta imunidade à estirpe principal do vírus da gripe, não confere proteção às bactérias, nem estimula o sistema imunitário de forma inespecífica, como acontece com a vacinação oral, à base de lisados de bactérias.

 

Gripes, faringites, laringites, bronquites, sinusites, otites, bronquiolites ou pneumonias, entre outras, compõem um rol de infeções respiratórias do trato espiratório superior e inferior, sendo estas provocadas também por um vasto número de micro-organismos que, por sua vez, podem ser vírus ou bactérias.

Perante tantas agressões, que se manifestam principalmente nos meses mais frios – outono e inverno – a palavra de ordem é prevenir. E, se manter um estilo de vida saudável é muito importante, a vacinação preventiva tem um papel vital e decisivo, principalmente para evitar futuras complicações.

É, por isso, frequente que a vacinação contra a gripe seja recomendada. Mas, será que esta é suficiente para a prevenção de todas as infeções respiratórias? Na verdade, não! Explicamos porquê.

 

VACINA DA GRIPE NÃO PROTEGE CONTRA AS BACTÉRIAS

Embora a vacina garanta a imunidade à estirpe principal do vírus da gripe, não protege contra as bactérias, nem estimula o sistema imunitário de forma inespecífica, como acontece com a vacinação oral, à base de lisados de bactérias. Estes lisados ​​bacterianos, que compõem as vacinas orais, são fortes estimuladores de uma resposta imunitária, permitindo uma redução significativa – ou mesmo o desaparecimento completo – de sinais e sintomas relacionados com as infeções respiratórias.

Está demonstrado um efeito protetor geral com a vacinação oral e, tanto em crianças como em adultos, verificam-se reduções gerais das taxas de infeção respiratória, uma redução da sua duração, um efeito benéfico nos sintomas e ainda uma redução no uso de antibióticos.

Por outro lado, quem toma a vacina da gripe não está protegido a 100%. De acordo com o Centro para o Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, e embora os estudos de eficácia variem, é estimado que a vacina reduza o risco de gripe em 40% a 60%. Ou seja, o seu efeito está dependente de vários fatores, nomeadamente do estado geral de saúde da pessoa em causa, bem como do estado do seu sistema imunitário.

 

VACINAÇÃO ORAL associada À VACINA DA GRIPE para uma maior proteção

Por esse motivo, e com o objetivo de melhorar a resposta contra as infeções respiratórias e reforçar a prevenção, é recomendada a vacinação oral em associação à vacina da gripe. É sabido que quando tomada em associação, a vacinação oral pode ajudar a fortalecer o sistema imunitário e aumentar a resistência às infeções das vias respiratórias.

Mas esta não é a única vantagem ou benefício. A vacinação oral pode ser administrada em adultos e idosos, mas também em crianças, logo a partir dos seis meses de idade. Além disso, a sua toma, como é oral, pode ser realizada no conforto do seu lar.

Adicionalmente, não são conhecidas interações entre esta vacinação e outros medicamentos que a pessoa possa estar a tomar.

 

MESMO SEM RECOMENDAÇÃO PARA A VACINA DA GRIPE, A VACINAÇÃO ORAL TEM BENEFÍCIOS

Por último, mas não menos importante, saiba que mesmo nos casos em que não existe uma recomendação para a toma da vacina da gripe, não significa que não haja benefícios da toma da vacinação oral. Por outras palavras, a vacinação oral, mesmo sem ser associada à vacina da gripe, é eficaz na profilaxia de infeções recorrentes das vias respiratórias.

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